Pois é, meus amigos! Muitos com tão poucas, e poucos com tantas dúvidas! Mas é assim mesmo, até hoje estão traduzindo o manuscrito do mar morto, e olha que ele já morreu há séculos!
A vírgula, ao contrário desse mar, além de bem viva, sobrevive nos cantinhos das orações, sejam elas com tendências vocativas, explicativas, etc, nos revela que somos meio peraltas e tentamos, mesmo assim, retirá-la de nosso cotidiano, a escrever, muitas vezes, sem pausa, sem pontuação... Não podemos!
Hoje, recebi um texto assim...
"Dentro de uma carga horária de 20 horas, as discussões serão divididas em
painéis por ordem cronológica...".
É um evento que será realizado em homenagem à Consttuição. Mas não temos nada a ver com isso, e sim com a... Vírgula. Ela, bem colocada, após a grande oração adverbial de tempo (ou temporal), não estava ali, deixando margem para que pudéssemos ter dúvidas quanto à sua colocação.
Como eu dissera antes, a pausa é sempre bem-vinda quando a oração nos vem intercalada (fora do seu lugar natural), ou iniciando o período, como é o caso da oração acima.
Se eu não colocasse vírgula, ficaria assim...
"Dentro de uma carga horária de 20 horas (oração iniciando a estrutura) as discussões (sujeito) serão divididas (expressão verbal) em painéis por ordem cronológica (advérbial, em seu lugar natural)...".
A meu ver, assim como o de muitos gramáticos, se não colocássemos a vírgula, após a primeira oração adverbial, o periodo ficaria imenso, e o sujeito estaria isolado, perdido; ou por uma questão de ética gramatical, a própria sintática o pede, cabendo, aqui, uma pausa excelente.
Vamos escrever mais,
porém com mais atenção.
Reginaldo França
Nenhum comentário:
Postar um comentário