Na grande família, série televisiva da Rede Globo, temos personagens marcantes, como Pedro Cardoso e Marco Nanini, os quais são genro (Augustinho) e sogro (Lineu), respectivamente; o primeiro, intragável, e o segundo, certinho demais!
Augustinho, um dia, queria fazer concurso para ser alguém na vida, e, ao saber disso, Lineu, claro, queria dar-lhe aulas particulares, em casa.
"...Vamos aprender Português", disse o professor Lineu, já com seu aluno por perto, "assíduo", com sempre... Apontando para o caderno, disse ao aluno genro, "Muito bem, Augustinho, se temos nessa oração um sujeito simples, nessa aqui, temos..." - "Sujeito complexo!", respondeu de pronto o malandro...
É de matar um cara desses, não?
Não, não existe sujeito complexo, a não ser na hora de lhe dar com ele, às vezes, em orações desconexas, nas quais não se aparece nem rastro dele, aí temos que fazer a eterna perguntinha... "Quem comeu", "Quem andou", "Quem defendeu"... Enfim, para descobrir o sujeito da oração, deve-se procurar por meio do verbo que se declina ou não de acordo com o sujeito -- ou seja, ele dança conforme a música do sujeito.
Mas, agora, falaremos do Sujeito Composto.
Como dissemos anteriormente, para se deixar de ter medo do Sujeito, localizamos seu núcleo. Se houver apenas um núcleo, sujeito simples. Havendo mais de um, composto... Expliquemos...
João e Maria se perderam na floresta. (João e Maria: dois núcleos) - sujeito composto.
Percebe-se a facilidade em razão de estarem expostos na oração e logo após a flexibilização do verbo (perder), declinando para o plural.
Nesse exemplo:
Grandes noites em Itapuã passamos juntos.
Não devemos confundir: o verbo está no plural, mas não é por isso que temos um sujeito composto, e sim simples: "Grandes noites..." (no plural, por isso o verbo no plural). Além do mais temos apenas um núcleo do sujeito (noites).
Vamos passar alguns pontos necessários desse lição...
Como lidar com o Sujeito Composto: atenção ao verbo.
Sujeito composto antes do verbo: João e Maria se perderam no matagal.
Sujeito composto depois do verbo: Perderam-se no matagal João e Maria.
Sujeito composto com verbo no singular: Tua paz, felicidade, amor fez com que eu me sentisse melhor.
Sujeito composto com verbo no singular, mais pronome indefinido: "Seu corpo, teu rosto, tudo já não me deixa em paz" (Paralamas)
Sujeito composto ligado por OU: O ministro da educação ou o ministro da energia pode (ou podem) cair nessa semana -- (aqui, o verbo vai declinar ou não a depender do sentido da oração, que pode vir somando ou não seus núcleos).
Sujeito composto representado por Um e Outro / Nem um Nem Outro: Nem um nem outro fez o exercício de Português.
Sujeito composto como infinitivos: Comer, beber e rezar não adianta agora. / Subir e descer de elevador são ações cotidianas. (atenção ao verbo ser. Ele, em muitos casos, declina para aquele que estiver realçando a oração: Tudo é (ou são) flores ).
Sujeito composto ligado por Com: A presidente Dilma com seus ministros fizeram um almoço simples no Palácio da Alvorada / A presidente Dilma, com seus ministros, fez um almoço simples no Palácio da Alvorada. (aqui, a vírgula separa os elementos, mas cria uma adverbial não um outro sujeito, por isso, na segunda oração, verbo no singular.)
Sujeito composto com "nem.. nem" / "tanto...como"/"assim...como"/"não só... mas também"...:
Nem você, nem eu sabemos o que fazer nessa hora!
Tanto você como eu não sabemos...
Não só eu, mas também você que não estuda trazemos consequências ao nosso futuro.
Sujeito composto e os pronomes oblíquos no caso reto.
Eu, tu e ele vamos estudar hoje (ou estudaremos hoje).
Tu e ela ireis estudar hoje (ou irão estudar hoje).
Na realidade, aprendemos de tudo um pouco quando lidamos com o sujeito. Aqui, no sujeito composto, por exemplo, sem querer (querendo) passamos pela Concordância Verbal.
Ufa!
Continuemos no próximo capítulo!
Reginaldo França
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